Menopausa e coração: por que o risco cardiovascular aumenta
Você sabia que as doenças cardiovasculares matam mais mulheres do que todos os cânceres combinados? E que o risco sobe dramaticamente após a menopausa? Essa é uma das informações mais importantes — e mais negligenciadas — sobre saúde feminina.
O estrogênio como protetor cardiovascular
Na fase fértil, o estrogênio atua como protetor natural do coração de diversas formas:
- Mantém a elasticidade e função endotelial das artérias
- Eleva o HDL (colesterol "bom") e reduz o LDL ("ruim")
- Tem ação anti-inflamatória nas paredes arteriais
- Reduz a agregação plaquetária (menor risco de trombose)
- Favorece a vasodilatação via produção de óxido nítrico
Com a queda do estrogênio na menopausa, todas essas proteções diminuem simultaneamente.
O que muda no perfil cardiovascular após a menopausa
Segundo dados da American Heart Association, após a menopausa:
- O LDL sobe em média 10-15 mg/dL
- Os triglicerídeos aumentam
- O HDL pode cair
- A pressão arterial tende a subir
- A insulinorresistência aumenta
- A gordura visceral se acumula (pró-inflamatória)
Esses fatores explicam por que a taxa de infarto em mulheres aumenta drasticamente nos anos pós-menopausa — se equiparando à dos homens após os 65 anos.
Estratégias de prevenção cardiovascular na menopausa
Monitoramento regular
Meça pressão arterial regularmente. Faça perfil lipídico, glicemia de jejum e hemoglobina glicada anualmente. O acompanhamento com cardiologista após a menopausa não é luxo — é prevenção.
Atividade física
Exercício aeróbico reduz LDL, eleva HDL, melhora a função endotelial e regula a pressão. 150 minutos por semana de intensidade moderada são a recomendação mínima da OMS.
Alimentação cardioprotetora
A dieta mediterrânea tem a melhor evidência para saúde cardiovascular feminina. Rica em ômega-3 (peixes, azeite), vegetais, frutas, leguminosas e grãos integrais — e pobre em carnes processadas, açúcar e gordura trans.
Ômega-3
A suplementação com EPA+DHA (1-3g/dia) reduz triglicerídeos em até 30%, tem ação anti-inflamatória e antiarrítmica. Estudo REDUCE-IT (publicado no NEJM, 2018) mostrou redução de 25% em eventos cardiovasculares com alta dose de EPA em pacientes de risco.
Terapia hormonal
Quando iniciada próximo à menopausa (princípio do timing), a TH tem efeito cardioprotetor. Porém, iniciada tardiamente, pode ter efeito oposto — daí a importância de discutir individualmente com o médico.
Um sinal de alerta ignorado
Mulheres com menopausa precoce (antes dos 40 anos) têm risco cardiovascular ainda maior — e precisam de acompanhamento mais rigoroso. Se você teve menopausa antes dos 45 anos, informe seu cardiologista.
Nutrição interna: o aliado essencial na menopausa
Na menopausa, as necessidades nutricionais aumentam justamente quando a absorção de micronutrientes tende a cair. Biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C, E e complexo B estão entre os mais impactantes para a saúde dos cabelos, da pele e das unhas — e também entre os mais deficientes nessa fase da vida.
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Autora
Dra. Patricia Sousa
Endocrinologista especializada em obesidade, diabetes e distúrbios metabólicos. Membro da SBEM.

