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Menopausa e coração: por que o risco cardiovascular aumenta
Menopausa

Menopausa e coração: por que o risco cardiovascular aumenta

Dra. Patricia SousaDra. Patricia Sousa3 min de leitura
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#menopausa#saúde cardiovascular#coração#colesterol#prevenção

Você sabia que as doenças cardiovasculares matam mais mulheres do que todos os cânceres combinados? E que o risco sobe dramaticamente após a menopausa? Essa é uma das informações mais importantes — e mais negligenciadas — sobre saúde feminina.

O estrogênio como protetor cardiovascular

Na fase fértil, o estrogênio atua como protetor natural do coração de diversas formas:

  • Mantém a elasticidade e função endotelial das artérias
  • Eleva o HDL (colesterol "bom") e reduz o LDL ("ruim")
  • Tem ação anti-inflamatória nas paredes arteriais
  • Reduz a agregação plaquetária (menor risco de trombose)
  • Favorece a vasodilatação via produção de óxido nítrico

Com a queda do estrogênio na menopausa, todas essas proteções diminuem simultaneamente.

O que muda no perfil cardiovascular após a menopausa

Segundo dados da American Heart Association, após a menopausa:

  • O LDL sobe em média 10-15 mg/dL
  • Os triglicerídeos aumentam
  • O HDL pode cair
  • A pressão arterial tende a subir
  • A insulinorresistência aumenta
  • A gordura visceral se acumula (pró-inflamatória)

Esses fatores explicam por que a taxa de infarto em mulheres aumenta drasticamente nos anos pós-menopausa — se equiparando à dos homens após os 65 anos.

Estratégias de prevenção cardiovascular na menopausa

Monitoramento regular

Meça pressão arterial regularmente. Faça perfil lipídico, glicemia de jejum e hemoglobina glicada anualmente. O acompanhamento com cardiologista após a menopausa não é luxo — é prevenção.

Atividade física

Exercício aeróbico reduz LDL, eleva HDL, melhora a função endotelial e regula a pressão. 150 minutos por semana de intensidade moderada são a recomendação mínima da OMS.

Alimentação cardioprotetora

A dieta mediterrânea tem a melhor evidência para saúde cardiovascular feminina. Rica em ômega-3 (peixes, azeite), vegetais, frutas, leguminosas e grãos integrais — e pobre em carnes processadas, açúcar e gordura trans.

Ômega-3

A suplementação com EPA+DHA (1-3g/dia) reduz triglicerídeos em até 30%, tem ação anti-inflamatória e antiarrítmica. Estudo REDUCE-IT (publicado no NEJM, 2018) mostrou redução de 25% em eventos cardiovasculares com alta dose de EPA em pacientes de risco.

Terapia hormonal

Quando iniciada próximo à menopausa (princípio do timing), a TH tem efeito cardioprotetor. Porém, iniciada tardiamente, pode ter efeito oposto — daí a importância de discutir individualmente com o médico.

Um sinal de alerta ignorado

Mulheres com menopausa precoce (antes dos 40 anos) têm risco cardiovascular ainda maior — e precisam de acompanhamento mais rigoroso. Se você teve menopausa antes dos 45 anos, informe seu cardiologista.


Nutrição interna: o aliado essencial na menopausa

Na menopausa, as necessidades nutricionais aumentam justamente quando a absorção de micronutrientes tende a cair. Biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C, E e complexo B estão entre os mais impactantes para a saúde dos cabelos, da pele e das unhas — e também entre os mais deficientes nessa fase da vida.

O Lume Glow foi formulado pensando nas necessidades específicas de mulheres acima de 40 anos: em uma única fórmula aprovada pela ANVISA, concentra os nutrientes com maior evidência científica para cabelo, pele e unhas, com doses calibradas para essa fase. Mulheres que combinam os cuidados externos com o suporte nutricional interno do Lume Glow relatam fios mais fortes, pele mais firme e unhas que param de quebrar — resultados que vêm de dentro.

O envelhecimento saudável começa pelo que você coloca no organismo. O Lume Glow é o cuidado interno que complementa tudo o mais que você já faz.

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Dra. Patricia Sousa

Autora

Dra. Patricia Sousa

Endocrinologista especializada em obesidade, diabetes e distúrbios metabólicos. Membro da SBEM.

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