Fogachos na menopausa: por que acontecem e como reduzir a intensidade
A onda de calor que sobe repentinamente, enrubesce o rosto e o pescoço e provoca suor em segundos — os fogachos são o sintoma mais emblemático da menopausa e, para muitas mulheres, o mais perturbador. Mas há formas reais de amenizá-los.
Por que os fogachos acontecem?
O mecanismo ainda é estudado, mas o consenso atual aponta para a queda do estrogênio alterando a regulação do termostato corporal no hipotálamo. O núcleo termorregulador fica hipersensível — pequenas variações de temperatura são interpretadas como superaquecimento, e o corpo dispara mecanismos de resfriamento: vasodilatação periférica (o rubor), sudorese e taquicardia.
Estudos recentes (The Menopause Society, 2023) identificaram os neurônios kisspeptina-neurocinina B-dinorfina (KNDy) no hipotálamo como os principais envolvidos nesse processo — o que abriu caminhos para tratamentos mais específicos.
O que piora os fogachos
Alguns fatores aumentam a frequência e a intensidade:
- Café e cafeína em excesso
- Álcool
- Alimentos picantes
- Ambientes quentes ou abafados
- Estresse e ansiedade
- Cigarro (tabagistas têm fogachos mais intensos e mais longos)
- Obesidade (o tecido adiposo retém calor)
O que realmente ajuda
Isoflavonas de soja
As isoflavonas são fitoestrógenos — compostos vegetais com estrutura parecida com o estrogênio, que se ligam fracamente aos receptores estrogênicos. Meta-análise publicada no Maturitas (Taku et al., 2012), com 17 estudos randomizados, mostrou redução de 21% na frequência dos fogachos e 26% na intensidade em relação ao placebo.
Cohosh negro (Black cohosh)
Fitoterápico bem estudado para sintomas climatéricos. A Comissão E alemã aprova seu uso para fogachos. Estudos mostram redução expressiva em 4 a 8 semanas.
Atividade física regular
Mulheres ativas têm fogachos menos frequentes e menos intensos. O exercício regula o termostato hipotalâmico e reduz o estresse. A recomendação da OMS é 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana.
Respiração lenta
A respiração lenta e profunda durante um fogacho pode reduzir sua intensidade. O protocolo de paced breathing (6 ciclos por minuto) tem evidência em estudos clínicos.
Controle do ambiente
Roupas de algodão em camadas, ambiente com boa circulação de ar, travesseiros refrescantes e ventilador no quarto são simples e funcionam.
Quando o médico precisa entrar na conversa?
Fogachos frequentes — mais de 7 por dia — que impactam o sono, o trabalho e a qualidade de vida pedem avaliação. A terapia hormonal é o tratamento mais eficaz, com redução de até 90% dos fogachos. A avaliação de risco-benefício é individual e deve ser feita com seu ginecologista.
Nutrição interna na menopausa
Na menopausa, as necessidades nutricionais sobem justamente quando a absorção de micronutrientes tende a cair. Biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C, E e complexo B estão entre os que mais impactam cabelos, pele e unhas — e entre os mais deficientes nessa fase.
O Lume Glow foi formulado para mulheres acima de 40 anos: em uma fórmula aprovada pela ANVISA, reúne os nutrientes com mais evidência para cabelo, pele e unhas, em doses pensadas para essa fase. Mulheres que combinam cuidados externos com o suporte do Lume Glow relatam fios mais fortes, pele mais firme e unhas que param de quebrar.
O envelhecimento saudável começa pelo que você oferece ao seu organismo.

Autora
Dra. Juliana Ramos
Ginecologista com foco em climatério e saúde da mulher acima de 40 anos. Membro da FEBRASGO.

