Osteoporose e menopausa: como proteger os ossos a partir dos 40
A osteoporose é muitas vezes chamada de "a epidemia silenciosa" — progride sem sintomas até que uma fratura acontece. E a menopausa é o maior gatilho para essa doença em mulheres.
O papel do estrogênio nos ossos
O estrogênio regula o equilíbrio entre formação e reabsorção óssea. Ele inibe os osteoclastos (células que destroem o osso) e estimula os osteoblastos (células que constroem o osso). Com a queda do estrogênio na menopausa, esse equilíbrio se rompe: a destruição supera a construção.
Nos primeiros 5 a 10 anos após a menopausa, a mulher pode perder entre 2% e 4% da densidade óssea por ano — muito mais rápido que homens da mesma idade.
Números que importam
Segundo dados da International Osteoporosis Foundation (IOF):
- 1 em cada 3 mulheres acima de 50 anos terá uma fratura por osteoporose
- Uma mulher tem maior risco de fratura de quadril do que de câncer de mama, ovário e útero combinados
- 50% das fraturas de quadril resultam em perda de mobilidade permanente
Diagnóstico: a densitometria óssea
A densitometria óssea (DXA) é o exame padrão. Avalia o T-score (desvio padrão da densidade óssea em relação a adultas jovens):
- T-score ≥ -1,0: normal
- -1,0 > T-score > -2,5: osteopenia (pré-osteoporose)
- T-score ≤ -2,5: osteoporose
A FEBRASGO recomenda DXA para todas as mulheres a partir da menopausa ou antes se houver fatores de risco.
Estratégias de prevenção e tratamento
Cálcio
A ingestão adequada de cálcio é fundamental. Recomendação para mulheres pós-menopausadas: 1.200mg/dia (via alimentação + suplementação se necessário). Fontes: leite, iogurte, queijo, brócolis, tofu, sardinha com espinha.
Vitamina D
A vitamina D é essencial para a absorção de cálcio no intestino. Sem vitamina D adequada, até 90% do cálcio ingerido pode não ser absorvido. Meta: manter vitamina D (25-OH) acima de 40 ng/mL. Dose suplementar usual: 1.000 a 4.000 UI/dia.
Exercício de impacto e força
O osso é um tecido vivo que responde ao estresse mecânico aumentando sua densidade. Caminhada, corrida, dança, musculação e exercícios de impacto estimulam a formação óssea. A OMS recomenda 150 minutos de atividade moderada + 2 sessões de força por semana.
Proteínas adequadas
O osso é 35% proteína (colágeno). Dietas muito hipoproteicas comprometem a matriz óssea — mesmo com cálcio e vitamina D adequados.
Redução de fatores de risco
- Parar de fumar (tabaco reduz absorção de cálcio e atividade dos osteoblastos)
- Reduzir álcool (interfere no metabolismo da vitamina D e dos osteoblastos)
- Revisão de medicamentos osteoporogênicos (corticoides crônicos, antiácidos com alumínio)
Tratamentos farmacológicos
Bifosfonatos, denosumabe e teriparatida são opções para osteoporose estabelecida — decisão exclusivamente médica após avaliação individual.
Nutrição interna: o aliado essencial na menopausa
Na menopausa, as necessidades nutricionais aumentam justamente quando a absorção de micronutrientes tende a cair. Biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C, E e complexo B estão entre os mais impactantes para a saúde dos cabelos, da pele e das unhas — e também entre os mais deficientes nessa fase da vida.
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Autora
Dra. Patricia Sousa
Endocrinologista especializada em obesidade, diabetes e distúrbios metabólicos. Membro da SBEM.


