Queda na libido na menopausa: causas e estratégias para melhorar
A queda no desejo sexual é uma das queixas mais comuns na menopausa — e uma das menos verbalizadas por constrangimento. Mas ela tem causas biológicas claras e, em muitos casos, soluções eficazes. Falar sobre isso é o primeiro passo.
Por que a libido cai na menopausa?
Queda da testosterona
Sim, mulheres também produzem testosterona — em quantidades menores, mas com papel fundamental no desejo sexual. Os ovários produzem cerca de 25% da testosterona feminina, e as glândulas suprarrenais, mais 25%. Na menopausa, essa produção ovariana cessa abruptamente, reduzindo os níveis totais de testosterona em até 50%.
Atrofia urogenital
A secura vaginal e o adelgaçamento da mucosa vaginal (síndrome genitourinária da menopausa) causam desconforto e dor durante a relação sexual — o que, compreensivelmente, reduz o interesse por atividade sexual.
Queda do estrogênio
O estrogênio aumenta a sensibilidade dos nervos genitais e a resposta ao estímulo sexual. Com sua queda, a excitação pode ser mais lenta e menos intensa.
Fatores psicológicos
Insônia, fadiga, ansiedade, depressão e mudanças na imagem corporal — todos comuns na menopausa — impactam diretamente o desejo sexual.
O que a ciência oferece
Tratamento da síndrome genitourinária
O estrogênio vaginal tópico (creme, óvulos ou anel) é altamente eficaz para secura vaginal e dispareunia. É seguro mesmo para mulheres que não podem usar terapia hormonal sistêmica. Lubrificantes vaginais à base de água ou silicone são complementares para o uso cotidiano.
Testosterona tópica
A suplementação de testosterona em doses baixas tem evidência crescente para melhora da libido em mulheres pós-menopausadas. O estudo APHRODITE (Davis et al., 2008, NEJM) demonstrou melhora significativa no número de episódios de satisfação sexual com testosterona transdérmica. No Brasil, pode ser manipulada sob prescrição médica.
Terapia hormonal sistêmica
Quando indicada para outros sintomas, a TH melhora indiretamente a libido ao tratar a atrofia vaginal, melhorar o sono e o humor.
Psicoterapia e terapia de casal
A terapia sexual e o acompanhamento psicológico são fundamentais quando há componente emocional ou relacional significativo na redução da libido.
Estilo de vida
Exercício físico regular melhora a autoestima, a energia e a sensibilidade ao prazer. Priorizar o sono, gerenciar o estresse e manter uma comunicação aberta com o parceiro também fazem diferença real. A menopausa não precisa ser o fim da vida sexual — para muitas mulheres, com os cuidados certos, torna-se uma fase de maior liberdade e autoconhecimento do próprio corpo.
Nutrição interna: o aliado essencial na menopausa
Na menopausa, as necessidades nutricionais aumentam justamente quando a absorção de micronutrientes tende a cair. Biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C, E e complexo B estão entre os mais impactantes para a saúde dos cabelos, da pele e das unhas — e também entre os mais deficientes nessa fase da vida.
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Autora
Dra. Juliana Ramos
Ginecologista com foco em climatério e saúde da mulher acima de 40 anos. Membro da FEBRASGO.


