IMC: como calcular, o que os números dizem e onde ele não chega
O Índice de Massa Corporal (IMC) é o parâmetro mais usado em saúde pública e na clínica para classificar o peso corporal. Prático, barato e não invasivo, tem sua utilidade — mas também limitações que, quando ignoradas, levam a avaliações incorretas do estado de saúde real.
Como calcular o IMC
A fórmula é simples: IMC = peso (kg) ÷ altura² (m)
Exemplo: mulher com 70 kg e 1,65 m de altura → IMC = 70 ÷ (1,65 × 1,65) = 70 ÷ 2,72 = 25,7
Classificação da OMS
- IMC abaixo de 18,5: Baixo peso
- IMC de 18,5 a 24,9: Peso normal (eutrófico)
- IMC de 25,0 a 29,9: Sobrepeso
- IMC de 30,0 a 34,9: Obesidade grau I
- IMC de 35,0 a 39,9: Obesidade grau II
- IMC de 40,0 ou mais: Obesidade grau III (mórbida)
Para mulheres acima de 60 anos, algumas diretrizes aceitam IMC de até 27 como peso adequado — nessa faixa etária, o risco associado ao baixo peso aumenta.
Onde o IMC falha
O IMC não diferencia gordura de músculo. Uma atleta com 68 kg e muita massa muscular pode ter o mesmo IMC que uma mulher sedentária de 68 kg com alto percentual de gordura — mas riscos de saúde completamente diferentes.
O IMC também não informa onde a gordura está. A gordura visceral — abdominal, entre os órgãos — é muito mais perigosa que a subcutânea. Duas pessoas com o mesmo IMC podem ter quantidades muito diferentes de gordura visceral.
Indicadores que completam o quadro
Circunferência abdominal
Mede indiretamente a gordura visceral. Valores de risco para mulheres: 80 cm ou mais (risco aumentado) e 88 cm ou mais (risco muito aumentado), segundo a OMS. É um dos melhores preditores isolados de risco metabólico e cardiovascular.
Relação cintura-quadril (RCQ)
Diferencia a distribuição androide (abdominal, maior risco) da ginoide (quadril, menor risco). Para mulheres, RCQ acima de 0,85 indica risco aumentado.
Relação cintura-estatura
Fórmula simples: cintura (cm) dividida pela estatura (cm). Valores acima de 0,5 estão associados a maior risco cardiometabólico — e são mais sensíveis que o IMC isolado.
Bioimpedância
Avalia percentual de gordura, massa muscular, água corporal e gordura visceral. Mais completa que o IMC, mas com variação conforme hidratação e equipamento.
IMC e menopausa
Na menopausa, a gordura migra da região glúteo-femoral para o abdômen — mesmo sem ganho de peso expressivo. Uma mulher pode manter o mesmo IMC e ter risco cardiometabólico crescente. Monitorar a circunferência abdominal nessa fase vale mais que olhar só para a balança.
IMC e indicação de tratamento
O IMC continua sendo o critério primário para indicações de tratamentos farmacológicos (como análogos de GLP-1) e cirurgia bariátrica, apesar de suas limitações. O CFM e a SBEM usam os pontos de corte da OMS como referência para as indicações terapêuticas.
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A queda de cabelo é um dos efeitos colaterais mais relatados por mulheres que usam semaglutida, Ozempic, Wegovy e outros análogos de GLP-1. A restrição calórica intensa cria deficiências silenciosas de biotina, zinco, selênio e vitaminas do complexo B — e o folículo capilar sente isso primeiro, seguido por pele e unhas.
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Autora
Dra. Patricia Sousa
Endocrinologista com foco em obesidade, diabetes e distúrbios metabólicos. Membro da SBEM.


