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Menopausa e ganho de peso: por que isso acontece e o que ajuda
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Menopausa e ganho de peso: por que isso acontece e o que ajuda

Dra. Juliana RamosDra. Juliana Ramos3 min de leitura
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#menopausa#obesidade#gordura visceral#metabolismo#emagrecimento

O ganho de peso na menopausa é uma das queixas mais comuns no consultório de ginecologia e endocrinologia — e não é exagero ou falta de força de vontade. A queda do estrogênio desencadeia mudanças hormonais e metabólicas que favorecem o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.

O que acontece com o metabolismo na menopausa

O estrogênio tem papel central na regulação metabólica feminina. Sua queda na menopausa provoca:

  • Redistribuição de gordura: de ginoide (quadril, coxas) para androide (abdominal/visceral)
  • Redução da taxa metabólica basal: menos calorias queimadas em repouso
  • Resistência à insulina progressiva: células respondem menos à insulina, favorecendo armazenamento de gordura
  • Alteração de leptina e grelina: hormônios da fome e saciedade ficam desregulados
  • Perda de massa muscular (sarcopenia): menos músculo significa metabolismo mais lento

O problema da gordura visceral na menopausa

A gordura visceral não é apenas uma questão estética — ela é metabólica e inflamatória. Estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (2020) mostrou que mulheres pós-menopausadas têm em média 49% mais gordura visceral que mulheres pré-menopausadas com o mesmo IMC. Essa gordura produz adipocinas inflamatórias e contribui para:

  • Risco cardiovascular elevado
  • Diabetes tipo 2
  • Hipertensão
  • Síndrome metabólica
  • Maior risco de câncer de mama pós-menopausa (a gordura visceral produz estrogênio periférico)

Por que é mais difícil perder peso depois da menopausa

Com menos estrogênio e menos músculo, o mesmo esforço que antes produzia resultado passa a ser insuficiente. O sono prejudicado — comum na menopausa — eleva o cortisol e o apetite por alimentos calóricos, criando um ciclo difícil de quebrar.

Estratégias baseadas em evidências

Musculação (resistência) — prioridade

Preservar e ganhar massa muscular é a intervenção mais eficaz para o metabolismo na menopausa. Treino de força 3-4x/semana reduz gordura visceral e mantém o peso a longo prazo — mais do que exercícios aeróbicos isolados.

Proteína elevada

Ingestão de 1,2-1,6g/kg/dia de proteína preserva massa muscular, aumenta saciedade e tem maior efeito termogênico que carboidratos e gorduras.

Terapia Hormonal (TH)

Quando indicada, a TH previne a redistribuição central de gordura e a perda de massa muscular. Meta-análise no Menopause Journal (2022) confirmou que TH reduz gordura visceral em mulheres peri e pós-menopausadas.

Análogos de GLP-1 (semaglutida, liraglutida)

Em mulheres com obesidade e menopausa, os análogos de GLP-1 têm mostrado eficácia acima da média da população geral — provavelmente porque atacam diretamente a resistência à insulina e a regulação central do apetite, os dois mecanismos mais envolvidos no ganho de peso menopáusico.

Sono e manejo do estresse

Tratar insônia e fogachos (que fragmentam o sono) tem impacto direto no controle do peso — cortisol elevado por privação de sono aumenta a deposição de gordura visceral.


Lume Glow: para quem usa canetas emagrecedoras

A queda de cabelo está entre os efeitos colaterais mais relatados por mulheres que usam semaglutida, Ozempic, Wegovy e outros análogos de GLP-1. A restrição calórica intensa gera deficiências de biotina, zinco, selênio e vitaminas do complexo B — e o folículo capilar sente isso primeiro, seguido por pele e unhas.

O Lume Glow foi desenvolvido para esse cenário. Biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C, E e todo o complexo B em uma fórmula que mantém o aporte nutricional que os fios, a pele e as unhas precisam para permanecer saudáveis durante o emagrecimento.

Para conquistar o peso ideal sem perder a vitalidade dos cabelos e da pele, o suporte nutricional interno faz diferença real.

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Dra. Juliana Ramos

Autora

Dra. Juliana Ramos

Ginecologista e obstetra com especialização em climatério e saúde da mulher acima de 40 anos. Membro da FEBRASGO.

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