Ganho de peso na menopausa: o que muda no corpo e o que realmente funciona
Uma das queixas mais comuns entre mulheres na menopausa é o ganho de peso — sobretudo aquela gordura abdominal que parece resistir a qualquer dieta. Esse acúmulo não é fraqueza: é fisiologia hormonal.
Por que o peso muda na menopausa?
Queda do estrogênio
O estrogênio influencia onde o corpo armazena gordura. Na fase fértil, ele favorece o acúmulo nos quadris e coxas. Com a queda do estrogênio, o padrão muda para o abdômen — gordura visceral, mais metabólicamente ativa e com maior risco cardiovascular e de diabetes.
Perda de massa muscular (sarcopenia)
A partir dos 40 anos, sem exercício de força, a perda muscular é progressiva. O músculo é o principal tecido que queima calorias em repouso — menos músculo significa metabolismo mais lento e maior facilidade de ganhar peso.
Resistência à insulina
Com menos estrogênio, as células ficam menos sensíveis à insulina. Mais insulina circulando significa mais tendência a armazenar gordura e mais dificuldade de usá-la como combustível.
Cortisol elevado
O estresse da menopausa — junto aos distúrbios do sono — eleva o cortisol, que favorece o acúmulo de gordura visceral.
Quanto de peso é esperado?
O estudo SWAN (Study of Women's Health Across the Nation) mostrou que mulheres ganham em média 0,5 a 1,5 kg por ano durante a transição menopausal, independentemente da dieta — resultado das mudanças metabólicas hormonais.
O que funciona de verdade
Treinamento de força
É a base. Preservar e construir massa muscular combate a sarcopenia, acelera o metabolismo basal e melhora a sensibilidade à insulina. Duas a três sessões por semana já fazem diferença.
Proteína em quantidade adequada
Ingestão de 1,2 a 1,6g de proteína por quilo de peso ao dia preserva a massa muscular e tem efeito termogênico maior que carboidratos e gorduras — ajuda no controle do peso sem restrição calórica severa.
Menos carboidrato refinado e açúcar
Carboidratos refinados e açúcar causam picos de insulina — mais prejudiciais na menopausa. Não precisa eliminar tudo: priorize integrais, leguminosas e vegetais.
Sono de qualidade
Sono insuficiente aumenta a grelina (fome) e reduz a leptina (saciedade). Mulheres que dormem menos de 6 horas ganham mais peso do que as que dormem 7 a 8 horas.
Suplementos com evidência
Ômega-3 melhora a sensibilidade à insulina. Magnésio auxilia a regulação glicêmica. Vitamina D — quando há deficiência — está associada a maior acúmulo de gordura visceral em mulheres na menopausa, segundo estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition (2012).
Lume Glow: pensado para quem usa canetas emagrecedoras
A queda de cabelo é um dos efeitos colaterais mais relatados por mulheres que usam semaglutida, Ozempic, Wegovy e outros análogos de GLP-1. A restrição calórica intensa cria deficiências silenciosas de biotina, zinco, selênio e vitaminas do complexo B — e o folículo capilar sente isso primeiro, seguido por pele e unhas.
O Lume Glow foi desenvolvido para esse cenário. A fórmula reúne biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C, E e complexo B completo — os micronutrientes que ficam deficientes durante o uso de canetas emagrecedoras. Com 2 cápsulas por dia, mantém o aporte que os fios, a pele e as unhas precisam para continuar saudáveis durante o processo de emagrecimento.
Para quem busca o peso ideal sem abrir mão da vitalidade dos cabelos e da pele.

Autora
Dra. Patricia Sousa
Endocrinologista com foco em obesidade, diabetes e distúrbios metabólicos. Membro da SBEM.


