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Tireoide e queda de cabelo: hipotireoidismo afeta seus fios?
Saúde Capilar

Tireoide e queda de cabelo: hipotireoidismo afeta seus fios?

Dra. Patricia SousaDra. Patricia Sousa3 min de leitura
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#tireoide#hipotireoidismo#Hashimoto#queda de cabelo#selênio

Se você tem queda de cabelo persistente e seus exames convencionais voltam "normais", pergunte ao seu médico se a tireoide foi avaliada. Os distúrbios tireoidianos — especialmente o hipotireoidismo — são uma das causas mais comuns de queda capilar em mulheres e com frequência passam despercebidos.

Como a tireoide afeta o cabelo?

Os hormônios tireoidianos (T3 e T4) regulam o metabolismo de praticamente todas as células do corpo — incluindo as células do folículo capilar. Quando a tireoide está funcionando abaixo do ideal (hipotireoidismo), o metabolismo celular desacelera e o ciclo capilar é diretamente afetado: os fios entram mais rapidamente na fase de repouso e queda.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), o hipotireoidismo afeta entre 5% e 10% das mulheres adultas brasileiras, com prevalência ainda maior após os 40 anos e na menopausa.

Hipotireoidismo vs. Hipertireoidismo

Ambos causam queda de cabelo, embora por mecanismos diferentes:

  • Hipotireoidismo (T4 baixo/TSH alto): queda difusa, fios opacos e secos, crescimento lento, sobrancelhas rarefeitas (especialmente na extremidade lateral)
  • Hipertireoidismo (T4 alto/TSH baixo): queda mais intensa e rápida, fios finos e frágeis, associada a outros sintomas como palpitações, sudorese e perda de peso involuntária

Tireoidite de Hashimoto e queda de cabelo

A tireoidite de Hashimoto — doença autoimune que é a causa mais comum de hipotireoidismo no Brasil — merece atenção especial. Mulheres com Hashimoto frequentemente apresentam queda de cabelo mesmo quando os níveis de TSH estão aparentemente controlados, pois a inflamação autoimune e a conversão inadequada de T4 para T3 no tecido periférico podem afetar os folículos.

Quais exames pedir?

Um painel tireoidiano completo inclui: TSH, T4 livre, T3 livre, anti-TPO e anti-tireoglobulina. Só o TSH não é suficiente para excluir hipotireoidismo funcional. Converse com seu médico sobre um painel mais completo, especialmente se houver histórico familiar de doença autoimune.

Selênio: o micronutriente da tireoide e do cabelo

O selênio é cofator essencial para a conversão de T4 (forma inativa) em T3 (forma ativa) pelo organismo. Além disso, é antioxidante e protege a tireoide de danos autoimunes. Estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (2002, Gärtner et al.) demonstrou que 200 mcg/dia de selênio reduziram os anticorpos anti-TPO em pacientes com Hashimoto em 36% após 3 meses.

A castanha-do-pará é a fonte alimentar mais rica de selênio: apenas 1 a 2 unidades por dia são suficientes para atingir as necessidades. Em suplementos específicos para saúde capilar, verifique se o selênio está incluído.

O cabelo melhora com o tratamento da tireoide?

Sim — mas leva tempo. Após o início da reposição hormonal tireoidiana (levotiroxina), a queda capilar começa a reduzir em 3 a 6 meses. A recuperação completa pode levar de 6 a 18 meses. A suplementação nutricional adequada (selênio, zinco, biotina, ferro) acelera a recuperação.


O cuidado que começa por dentro: Lume Glow

Shampoos, condicionadores e tratamentos tópicos cuidam do fio — mas não alimentam o folículo. O crescimento capilar saudável depende de um aporte interno adequado: biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C e E são os micronutrientes que o folículo mais necessita para produzir fios fortes e saudáveis.

O Lume Glow reúne exatamente esses nutrientes em uma fórmula desenvolvida para mulheres que querem tratar a raiz do problema — literalmente. Aprovado pela ANVISA, é o aliado do cuidado interno que potencializa qualquer rotina de beleza externa. Para mulheres que já investem nos cuidados tópicos mas ainda não estão vendo os resultados esperados, o suporte nutricional do Lume Glow costuma ser a peça que faltava.

Cabelo forte começa no folículo. E o folículo começa pelo que você oferece a ele por dentro.

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Dra. Patricia Sousa

Autora

Dra. Patricia Sousa

Endocrinologista especializada em obesidade, diabetes e distúrbios metabólicos. Membro da SBEM.

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