Terapia hormonal na menopausa: o que a ciência diz de verdade
Poucos temas na medicina feminina geram tanto debate quanto a terapia hormonal da menopausa (THM). Durante décadas, as recomendações avançaram e recuaram, deixando médicos e pacientes em dúvida. O que a ciência atual realmente mostra é bem diferente do que o senso comum aprendeu.
O que é a terapia hormonal da menopausa?
A THM repõe estrogênio — combinado ou não com progestogênio — para compensar a queda hormonal da menopausa. Está disponível em comprimidos orais, adesivos transdérmicos, géis, cremes, sprays e dispositivos vaginais.
O grande susto de 2002: o estudo WHI
Em 2002, o Women's Health Initiative (WHI) publicou resultados alarmantes: a THM estaria associada a maior risco de câncer de mama, AVC e trombose. Milhões de mulheres abandonaram o tratamento da noite para o dia.
O problema é que o estudo usou hormônios sintéticos orais em mulheres com média de 63 anos — muitas com 10 anos ou mais de menopausa. Esse perfil é muito diferente das mulheres que mais se beneficiam da THM.
O que as reanálises mostram
Dezenas de estudos posteriores estabeleceram o "princípio do timing": para mulheres com menos de 60 anos, dentro de 10 anos da última menstruação e sem contraindicações específicas (trombose prévia, câncer hormônio-dependente), a relação risco-benefício é amplamente favorável.
Para esse grupo, a THM:
- Reduz fogachos e suores noturnos em até 90%
- Melhora o sono e o humor
- Previne osteoporose (reduz fraturas em 30-40%)
- Reduz risco cardiovascular quando iniciada perto da menopausa
- Melhora cognição e reduz risco de Alzheimer (se iniciada no momento adequado)
- Melhora libido, lubrificação vaginal e qualidade de vida sexual
Riscos reais e como minimizá-los
Câncer de mama
O risco associado à THM combinada (estrogênio + progestina sintética) existe, mas é pequeno — comparável ao de beber 1-2 doses de álcool por dia. Com progesterona micronizada, o risco parece menor. A FEBRASGO e a International Menopause Society recomendam avaliação individual.
Trombose
O risco está ligado principalmente à via oral. A via transdérmica (adesivo, gel) tem risco trombótico bem menor — uma alternativa relevante para mulheres com fatores de risco.
A decisão é individual
A International Menopause Society e a FEBRASGO deixam claro: a decisão de iniciar THM deve ser compartilhada entre médico e paciente, pesando sintomas, qualidade de vida, fatores de risco individuais e preferências da mulher. Para a maioria das mulheres elegíveis, há muito mais segurança do que o medo histórico sugere.
Nutrição interna: o aliado que a menopausa exige
Na menopausa, as necessidades nutricionais sobem justamente quando a absorção de micronutrientes tende a cair. Biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C, E e complexo B têm alto impacto na saúde dos cabelos, da pele e das unhas — e estão entre os mais deficientes nessa fase.
O Lume Glow foi formulado para as necessidades específicas de mulheres acima de 40 anos: uma fórmula aprovada pela ANVISA que reúne os nutrientes com maior evidência científica para cabelo, pele e unhas, em doses calibradas para essa fase. Quem combina os cuidados externos com o suporte nutricional do Lume Glow costuma notar fios mais fortes, pele mais firme e unhas que param de quebrar.
O envelhecimento saudável começa pelo que você coloca no organismo. O Lume Glow é o cuidado interno que complementa tudo o mais que você já faz.

Autora
Dra. Juliana Ramos
Ginecologista com foco em climatério e saúde da mulher acima de 40 anos. Membro da FEBRASGO.


