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Terapia hormonal na menopausa: benefícios, riscos e quando considerar
Menopausa

Terapia hormonal na menopausa: benefícios, riscos e quando considerar

Dra. Juliana RamosDra. Juliana Ramos3 min de leitura
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#terapia hormonal#menopausa#reposição hormonal#estrogênio#climatério

Poucos temas na medicina feminina geram tanto debate quanto a terapia hormonal da menopausa (THM). Durante décadas, houve avanços e recuos nas recomendações — gerando confusão entre médicos e pacientes. Vamos descomplicar o que a ciência atual realmente diz.

O que é a terapia hormonal da menopausa?

A THM envolve a reposição de estrogênio (combinado ou não com progestogênio) para compensar a queda hormonal da menopausa. Está disponível em diversas formas: comprimidos orais, adesivos transdérmicos, géis, cremes, sprays e dispositivos vaginais.

O grande susto de 2002: o estudo WHI

Em 2002, o Women's Health Initiative (WHI) publicou resultados alarmantes sobre a THM, associando-a a aumento do risco de câncer de mama, AVC e trombose — o que levou milhões de mulheres a abandonar o tratamento abruptamente.

O problema foi que o estudo utilizou hormônios sintéticos orais em mulheres já mais velhas (média de 63 anos) e com 10 anos ou mais de menopausa — população muito diferente das mulheres que mais se beneficiam da THM.

O que a ciência atual diz

Re-análises do WHI e dezenas de estudos subsequentes estabeleceram o "princípio do timing": o risco-benefício da THM é amplamente favorável para mulheres:

  • Com menos de 60 anos
  • Dentro de 10 anos da última menstruação
  • Sem contraindicações específicas (trombose prévia, câncer hormônio-dependente)

Para esse grupo, a THM:

  • Reduz fogachos e suores noturnos em até 90%
  • Melhora o sono e o humor
  • Previne osteoporose (reduz fraturas em 30-40%)
  • Reduz o risco cardiovascular quando iniciada próximo à menopausa
  • Melhora função cognitiva e reduz risco de Alzheimer (se iniciada no período adequado)
  • Melhora libido, lubrificação vaginal e qualidade de vida sexual

Riscos reais e como minimizá-los

Câncer de mama

O risco associado à THM combinada (estrogênio + progestina sintética) é real, mas pequeno — comparável ao risco de beber 1-2 doses de álcool por dia. Com progestogênios naturais (progesterona micronizada), o risco parece menor. A FEBRASGO e o International Menopause Society recomendam avaliação individual do risco.

Trombose

Risco associado principalmente à via oral. A via transdérmica (adesivo, gel) tem risco trombótico muito menor — uma alternativa importante para mulheres com fatores de risco.

A decisão é individual

A International Menopause Society e a FEBRASGO apontam que a decisão de iniciar THM deve ser compartilhada entre médico e paciente, pesando os sintomas, a qualidade de vida, os fatores de risco individuais e as preferências da mulher. Não há uma resposta universal — mas há muito mais segurança do que o senso comum sugere para a maioria das mulheres elegíveis.


Nutrição interna: o aliado essencial na menopausa

Na menopausa, as necessidades nutricionais aumentam justamente quando a absorção de micronutrientes tende a cair. Biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C, E e complexo B estão entre os mais impactantes para a saúde dos cabelos, da pele e das unhas — e também entre os mais deficientes nessa fase da vida.

O Lume Glow foi formulado pensando nas necessidades específicas de mulheres acima de 40 anos: em uma única fórmula aprovada pela ANVISA, concentra os nutrientes com maior evidência científica para cabelo, pele e unhas, com doses calibradas para essa fase. Mulheres que combinam os cuidados externos com o suporte nutricional interno do Lume Glow relatam fios mais fortes, pele mais firme e unhas que param de quebrar — resultados que vêm de dentro.

O envelhecimento saudável começa pelo que você coloca no organismo. O Lume Glow é o cuidado interno que complementa tudo o mais que você já faz.

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Dra. Juliana Ramos

Autora

Dra. Juliana Ramos

Ginecologista com foco em climatério e saúde da mulher acima de 40 anos. Membro da FEBRASGO.

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