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Insônia na menopausa: o que causa e o que realmente ajuda a dormir melhor
Menopausa

Insônia na menopausa: o que causa e o que realmente ajuda a dormir melhor

Dra. Juliana RamosDra. Juliana Ramos3 min de leitura
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Dormir bem parece um luxo para muitas mulheres na menopausa. Entre 40% e 60% das mulheres no climatério relatam distúrbios do sono — dificuldade para adormecer, acordar no meio da noite ou as duas coisas. As causas são, em grande parte, hormonais.

Por que a menopausa prejudica o sono?

Queda de progesterona

A progesterona tem efeito sedativo natural — ela se liga a receptores GABA-A no cérebro, o mesmo mecanismo dos benzodiazepínicos. Com sua queda na perimenopausa, muitas mulheres perdem esse indutor natural do sono. O resultado é dificuldade para adormecer e sono mais fragmentado.

Suores noturnos

Os fogachos que ocorrem durante o sono acordam repetidamente, impedindo as fases profundas — sono de ondas lentas e REM. A privação crônica dessas fases afeta diretamente cognição, imunidade e humor.

Queda de melatonina

A produção de melatonina declina com a idade e essa queda se acentua na menopausa. Os níveis de melatonina em mulheres pós-menopausadas são expressivamente menores que em pré-menopausadas da mesma faixa etária.

Síndrome das pernas inquietas

Essa condição — que causa desconforto e necessidade de mover as pernas à noite — tem prevalência maior na menopausa e pode ser agravada por deficiência de ferro e alterações dopaminérgicas.

O que ajuda a dormir melhor

Higiene do sono

  • Horários regulares para dormir e acordar, incluindo fins de semana
  • Quarto frio, escuro e silencioso
  • Evitar telas (luz azul) por pelo menos 1 hora antes de dormir
  • Não levar trabalho para a cama
  • Banho morno 1 a 2 horas antes de dormir — a queda de temperatura corporal que se segue ajuda a induzir o sono

Melatonina

Suplementação com 0,5 a 3 mg de melatonina, 30 minutos antes de dormir. Estudo publicado no Climacteric (Gözükara et al., 2015) mostrou melhora expressiva na qualidade do sono em mulheres pós-menopausadas com melatonina de liberação prolongada.

Magnésio

O magnésio bisglicinato (ou glicina) tem ação relaxante muscular e neurológica. Estudos mostram que 300 a 400 mg antes de dormir melhoram a qualidade do sono e reduzem o tempo para adormecer.

Isoflavonas e fitoestrogênios

Ao reduzir a frequência e intensidade dos suores noturnos, melhoram indiretamente a continuidade do sono.

Terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I)

A TCC-I é considerada o tratamento de primeira linha para insônia crônica pelo American College of Physicians — com eficácia superior a medicamentos a longo prazo. Inclui restrição de sono terapêutica, controle de estímulos e técnicas de relaxamento.

Quando procurar ajuda médica?

Se a insônia já está causando impacto no funcionamento diário — sonolência, dificuldade de concentração, irritabilidade —, vale buscar um ginecologista ou especialista em sono. A terapia hormonal, quando indicada, melhora o sono ao tratar a causa raiz, não apenas o sintoma.


Nutrição interna na menopausa

Na menopausa, as necessidades nutricionais sobem justamente quando a absorção de micronutrientes tende a cair. Biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C, E e complexo B estão entre os que mais impactam cabelos, pele e unhas — e entre os mais deficientes nessa fase.

O Lume Glow foi formulado para mulheres acima de 40 anos: em uma fórmula aprovada pela ANVISA, reúne os nutrientes com mais evidência para cabelo, pele e unhas, em doses pensadas para essa fase. Mulheres que combinam cuidados externos com o suporte do Lume Glow relatam fios mais fortes, pele mais firme e unhas que param de quebrar.

O envelhecimento saudável começa pelo que você oferece ao seu organismo.

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Dra. Juliana Ramos

Autora

Dra. Juliana Ramos

Ginecologista com foco em climatério e saúde da mulher acima de 40 anos. Membro da FEBRASGO.

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