Estrias: o que são, por que aparecem e como minimizá-las
As estrias são extremamente comuns — estima-se que afetam entre 50 e 80% das mulheres em algum momento da vida. Apesar de não representarem risco à saúde, causam impacto estético e emocional significativo. Compreender sua natureza é fundamental para ter expectativas realistas sobre o tratamento.
O que são estrias?
As estrias (estrias distensae) são cicatrizes dérmicas — rupturas das fibras de colágeno e elastina na derme causadas por estiramento rápido da pele. Ao contrário do que muitos acreditam, não são reversíveis: são cicatrizes permanentes, mas que podem ser significativamente melhoradas com tratamentos adequados.
Por que surgem
O estiramento rápido da pele (mais veloz do que o colágeno consegue se adaptar) associado a fatores hormonais — especialmente o aumento dos corticosteroides, que reduzem a síntese de colágeno e elastina — resulta na ruptura dérmica. Situações comuns:
- Gravidez (abdômen, seios, coxas)
- Ganho de peso rápido
- Crescimento rápido na adolescência
- Musculação intensa com ganho de volume muscular acelerado
- Uso de corticosteroides tópicos ou sistêmicos por tempo prolongado
Estrias rubras vs. albas
As estrias rubras (vermelhas/violáceas) são recentes — ainda têm vascularização ativa e inflamação. São o melhor momento para tratar, pois o processo de cicatrização ainda está em curso e os tecidos respondem melhor. As estrias albas (brancas/nacaradas) são cicatrizes maduras, com menos colágeno e sem vascularização — mais difíceis de tratar, mas ainda responsivas.
Tratamentos com maior evidência
Laser fracionado (CO₂ ou érbio)
O tratamento com maior nível de evidência para estrias. Cria microlesões controladas que estimulam a neocolagênese. Revisão publicada no Lasers in Medical Science (2019) confirma melhora de 50-75% na textura e cor. Mais eficaz em estrias rubras, mas funciona também em albas.
Microagulhamento (Microneedling)
Estimula colágeno por microlesões mecânicas. Excelente custo-benefício. Estudo no Journal of Cosmetic Dermatology (2020) mostrou melhora de até 60% com 4-6 sessões. Funciona bem combinado com radiofrequência.
Radiofrequência fracionada
Combinação de microagulhamento com radiofrequência (Morpheus8, por exemplo) — aquece a derme profunda estimulando remodelação do colágeno. Boa opção para estrias albas.
Ácido tricloroacético (TCA)
Peeling químico que estimula renovação celular. Concentrações mais altas (20-35%) usadas diretamente na estria podem melhorar textura e cor. Mais indicado para estrias albas.
Prevenção
Embora a genética seja o principal fator de risco (pele menos elástica = mais estrias), hidratação tópica intensiva durante gravidez e ganho de peso pode ajudar ao manter a pele mais flexível. Vitamina C (oral e tópica) estimula a síntese de colágeno. Mas não existe prevenção 100% eficaz — apenas redução de risco.
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Os melhores resultados em pele, cabelo e unhas aparecem quando o cuidado externo é complementado pelo suporte nutricional interno. Vitamina C estimula a síntese de colágeno, vitamina E protege contra radicais livres, vitamina A renova as células cutâneas, zinco e selênio combatem a inflamação — mas apenas se o organismo dispuser desses nutrientes em quantidade suficiente.
O Lume Glow foi desenvolvido com essa filosofia: uma fórmula completa com biotina, vitaminas A, C, E, zinco, selênio e complexo B que nutre pele, cabelo e unhas de dentro para fora. Uma abordagem que potencializa qualquer rotina de skincare — porque a pele mais bonita é a que é nutrida de dentro.
Para quem já cuida da pele por fora e quer ir mais fundo, o Lume Glow é o próximo passo natural.

Autora
Dra. Carla Mendonça
Dermatologista especializada em tricologia e saúde da pele feminina. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


