Tipos de colágeno: como escolher o certo para o que você precisa
O colágeno é a proteína mais abundante do corpo — representa 25-30% de toda a proteína corporal e 75% da pele. Mas nem todo colágeno é igual: existem 28 tipos identificados, com distribuição e funções diferentes. Saber qual suplementar muda bastante o resultado.
Os principais tipos de colágeno
Colágeno Tipo I
O mais abundante — 90% de todo o colágeno do corpo. Presente em: pele, tendões, ligamentos, ossos e córnea. É o colágeno da beleza — dá firmeza e espessura à pele, estrutura aos fios de cabelo e resistência às unhas. Fontes de suplementação: colágeno hidrolisado bovino ou marinho.
Colágeno Tipo II
Principal componente da cartilagem articular. Não tem relevância para pele e cabelo — mas é o mais indicado para articulações. O colágeno tipo II não-desnaturado (UC-II) mostrou benefício em osteoartrite e dores articulares. Não deve ser hidrolisado para manter sua ação imunológica específica.
Colágeno Tipo III
Presente junto com o tipo I na pele, vasos sanguíneos e órgãos internos. Relacionado à elasticidade da pele e resistência vascular. Geralmente aparece nas fontes bovinas de colágeno.
Colágeno hidrolisado vs. não-desnaturado
O colágeno hidrolisado (peptídeos de colágeno) é quebrado em fragmentos menores por hidrólise enzimática ou ácida — maior biodisponibilidade e absorção intestinal. Peptídeos como os Bioactive Collagen Peptides® (VERISOL®) têm estudos clínicos que mostram melhora na elasticidade e redução de rugas em 4-8 semanas com 2,5-5g/dia.
O colágeno não-desnaturado (UC-II) age por tolerância oral imunológica nas articulações — mecanismo diferente, dose muito menor (40mg/dia).
Colágeno marinho vs. bovino
O colágeno marinho (de peixe) tem peptídeos de menor peso molecular — absorção potencialmente melhor. É rico em tipo I e tende a ser a escolha preferida para pele e cabelo. O colágeno bovino (couro) fornece tipos I e III. O suíno é similar ao bovino. Para fins de beleza, a escolha entre bovino e marinho depende mais de preferência, tolerância digestiva e restrições alimentares do que de eficácia.
O papel da vitamina C
A síntese de colágeno pelo organismo depende de vitamina C — a enzima prolil-hidroxilase, necessária para a maturação do colágeno, usa vitamina C como cofator. Sem vitamina C suficiente, o colágeno ingerido não se converte bem em tecido colágeno novo. Suplementar colágeno sem vitamina C é subótimo.
Doses e expectativas reais
Estudos clínicos mostram benefícios cutâneos com 2,5-10g/dia de colágeno hidrolisado por 8-12 semanas de uso contínuo. Resultados não são imediatos — o turnover de colágeno dérmico é lento. E o colágeno não vai diretamente para a pele: os peptídeos absorvidos estimulam os fibroblastos a produzirem mais colágeno próprio.
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Os melhores resultados para pele, cabelo e unhas aparecem quando o cuidado externo conta com suporte nutricional interno. Vitamina C estimula a síntese de colágeno, vitamina E protege contra radicais livres, vitamina A renova as células cutâneas, zinco e selênio combatem a inflamação — mas só se o organismo dispuser desses nutrientes em quantidade adequada.
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Para quem já cuida da pele por fora e quer ir mais fundo, o Lume Glow é o próximo passo.

Autora
Dra. Carla Mendonça
Dermatologista com foco em tricologia e saúde da pele feminina. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


