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Manchas na pele: tipos, causas hormonais e tratamentos eficazes
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Manchas na pele: tipos, causas hormonais e tratamentos eficazes

Dra. Carla MendonçaDra. Carla Mendonça3 min de leitura
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As manchas na pele estão entre as queixas mais comuns no consultório dermatológico — especialmente em mulheres após os 35-40 anos. Mas "mancha" é um termo genérico: existem tipos diferentes, com causas e tratamentos completamente distintos.

Tipos mais comuns de manchas em mulheres

Melasma (manchas hormonais)

O melasma é a mancha mais difícil de tratar — e a mais ligada a hormônios. Aparece como hiperpigmentação simétrica, marrom-amarelada ou acinzentada, tipicamente no rosto (bochechas, testa, lábio superior, queixo). Resulta da estimulação dos melanócitos pelos hormônios sexuais, especialmente estrogênio e progesterona.

Fatores desencadeantes: anticoncepcionais hormonais, gestação, terapia hormonal da menopausa e exposição solar. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o melasma atinge cerca de 30% das mulheres em idade fértil no Brasil — com prevalência maior em fototipos mais escuros.

Manchas solares (lentigos actínicos)

Manchas planas, marrons, de tamanho variável, nas áreas mais expostas ao sol: rosto, mãos, decote, ombros. São marcadores de dano UV acumulado e ficam mais comuns com a idade. Não têm relação hormonal, mas a pele da menopausa — mais fina e com distribuição de melanina menos uniforme — é mais vulnerável.

Efélides (sardas)

Manchinhas arredondadas que escurecem no sol e clareiam no inverno. São geneticamente determinadas, mais comuns em peles claras com pouca proteção solar natural.

Por que as manchas pioram na menopausa?

A queda do estrogênio na menopausa afeta a distribuição de melanina na pele. Com a renovação celular mais lenta e o acúmulo de décadas de dano UV, as manchas ficam mais aparentes e mais difíceis de tratar.

Tratamentos eficazes

Para melasma

  • Hidroquinona: padrão-ouro por décadas. Concentrações de 2-4% (prescrição). Uso cíclico para evitar ocronose (pigmentação azulada paradoxal).
  • Ácido tranexâmico: tópico ou oral (250mg 2x/dia). Evidência crescente — inibe a melanogênese por mecanismo diferente da hidroquinona.
  • Niacinamida, ácido azelaico, arbutina, vitamina C: alternativas mais suaves, uso tópico.
  • Peelings químicos e laser: indicados por dermatologista para casos mais resistentes.

Para manchas solares

  • Vitamina C tópica (sérum): clareamento gradual em 3-6 meses
  • Retinol/retinoides: aceleram a renovação celular e reduzem a mancha
  • Laser fracionado, luz intensa pulsada (IPL): resultados mais rápidos

A regra mais importante

Protetor solar FPS 50+ todos os dias — o passo mais eficaz de qualquer protocolo. Qualquer tratamento para manchas perde eficácia com exposição solar desprotegida. Use diariamente, reaplique a cada 2 horas de exposição direta e prefira protetores físicos (com óxido de zinco) para melasma.


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Os melhores resultados em pele, cabelo e unhas aparecem quando o cuidado externo tem suporte nutricional interno. Vitamina C estimula a síntese de colágeno, vitamina E protege contra radicais livres, vitamina A renova as células cutâneas, zinco e selênio combatem a inflamação — mas só quando o organismo tem esses nutrientes em quantidade suficiente.

O Lume Glow foi desenvolvido com essa lógica: uma fórmula com biotina, vitaminas A, C, E, zinco, selênio e complexo B que nutre pele, cabelo e unhas de dentro para fora. Para quem já cuida da pele por fora e quer ir mais fundo, o suporte nutricional interno é o próximo passo.

A pele mais bonita é a que é nutrida de dentro.

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Dra. Carla Mendonça

Autora

Dra. Carla Mendonça

Dermatologista especializada em tricologia e saúde da pele feminina. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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