Eflúvio telógeno: o que é, causas e como tratar a queda difusa
Você notou uma queda intensa de cabelo de repente, fios saindo em grande quantidade no banho, na escova e no travesseiro? Isso pode ser eflúvio telógeno — uma das causas mais comuns de queda capilar em mulheres adultas e que, na maioria dos casos, tem resolução espontânea.
O que é eflúvio telógeno?
O eflúvio telógeno é uma queda difusa de cabelo causada pela interrupção abrupta do ciclo capilar. O termo "telógeno" refere-se à fase de repouso do ciclo capilar: quando algo perturba o organismo, muitos fios entram simultaneamente nessa fase e caem de uma vez depois de 2 a 3 meses.
Em condições normais, apenas 10 a 15% dos fios estão na fase telógena em um dado momento. No eflúvio, esse percentual pode subir para 30% ou mais, resultando em uma queda visivelmente intensa.
Quais são as principais causas?
Segundo estudos publicados no Journal of the American Academy of Dermatology, as causas mais comuns do eflúvio telógeno em mulheres incluem:
- Estresse físico intenso: cirurgias, doenças graves, febre alta (incluindo COVID-19), hospitalizações
- Estresse emocional severo: lutos, divórcios, demissões, crises pessoais
- Deficiências nutricionais: ferritina baixa, deficiência de zinco, vitaminas do complexo B e proteínas
- Dietas muito restritivas ou perda de peso rápida
- Alterações hormonais: pós-parto, menopausa, interrupção de anticoncepcionais
- Doenças da tireoide: hipo e hipertireoidismo
- Medicamentos: anticoagulantes, antidepressivos, betabloqueadores, isotretinoína
Eflúvio agudo vs. crônico
O eflúvio agudo dura menos de 6 meses e geralmente resolve sozinho quando a causa é eliminada. Já o eflúvio crônico persiste por mais de 6 meses e costuma ter causas múltiplas ou subjacentes não identificadas — nesse caso, investigação médica completa é essencial.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico. O dermatologista realiza o teste de tração (pull test) e pode solicitar exames laboratoriais: hemograma completo, ferritina, TSH, T4 livre, zinco sérico, vitamina D e albumina. A tricoscopia ajuda a confirmar que os folículos estão íntegros — diferenciando do eflúvio da alopecia androgenética.
O que fazer para recuperar os fios?
Identifique e trate a causa
O primeiro passo é sempre tratar o gatilho. Se for nutricional, corrija as deficiências. Se for emocional, busque apoio psicológico. Se for medicamentoso, converse com o médico sobre alternativas.
Invista em nutrição capilar
A ferritina é o nutriente mais crítico: estudos mostram que ferritina abaixo de 40 ng/mL já pode causar queda capilar mesmo sem anemia. Zinco, biotina, vitaminas do complexo B e proteínas são igualmente importantes para o ciclo de regeneração dos fios.
Reduza o dano
Evite calor excessivo, tração (rabos de cavalo muito apertados), colorações e procedimentos químicos durante a fase aguda. Opte por shampoos suaves e gentileza ao pentear.
Quando o cabelo volta a crescer?
Com a causa tratada, os fios começam a crescer novamente em 3 a 6 meses. A recuperação completa pode levar de 6 a 18 meses, dependendo da duração e intensidade do eflúvio. O crescimento dos fios novos costuma ser percebido como "frizz" ou "pelos bebê" na raiz — sinal de que o folículo está ativo novamente.
O cuidado que começa por dentro: Lume Glow
Shampoos, condicionadores e tratamentos tópicos cuidam do fio — mas não alimentam o folículo. O crescimento capilar saudável depende de um aporte interno adequado: biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C e E são os micronutrientes que o folículo mais necessita para produzir fios fortes e saudáveis.
O Lume Glow reúne exatamente esses nutrientes em uma fórmula desenvolvida para mulheres que querem tratar a raiz do problema — literalmente. Aprovado pela ANVISA, é o aliado do cuidado interno que potencializa qualquer rotina de beleza externa. Para mulheres que já investem nos cuidados tópicos mas ainda não estão vendo os resultados esperados, o suporte nutricional do Lume Glow costuma ser a peça que faltava.
Cabelo forte começa no folículo. E o folículo começa pelo que você oferece a ele por dentro.

Autora
Dra. Carla Mendonça
Dermatologista especializada em tricologia e saúde da pele feminina. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

