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Alopecia androgenética feminina: causas, diagnóstico e tratamentos
Saúde Capilar

Alopecia androgenética feminina: causas, diagnóstico e tratamentos

Dra. Fernanda LimaDra. Fernanda Lima3 min de leitura
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#alopecia androgenética#queda de cabelo feminina#DHT#calvície feminina#tricologia

Quando a queda de cabelo não passa e os fios ficam progressivamente mais finos e escassos, especialmente na região central e no topo da cabeça, pode ser alopecia androgenética feminina (AAF) — a forma mais prevalente de perda capilar em mulheres.

O que é alopecia androgenética feminina?

A alopecia androgenética é uma condição genética e hormonal marcada pela miniaturização progressiva dos folículos capilares. Diferente da calvície masculina (com padrão frontal definido), nas mulheres a perda segue o padrão Ludwig: o cabelo fica ralo e fino na região do topo da cabeça, com a linha frontal preservada.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a AAF afeta cerca de 30% das mulheres acima dos 30 anos, chegando a 50% após a menopausa.

O papel dos andrógenos

Apesar do nome, a AAF não significa que a mulher tem excesso de andrógenos no sangue. O problema muitas vezes está na sensibilidade dos folículos a essas substâncias.

A DHT (diidrotestosterona), derivada da testosterona pela enzima 5-alfa redutase, se liga aos receptores dos folículos geneticamente sensíveis e os miniaturiza progressivamente — fios que antes eram grossos se tornam finos e fracos até desaparecerem.

Fatores que podem agravar a AAF:

  • Menopausa (queda do estrogênio que contrabalançava os andrógenos)
  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP)
  • Resistência à insulina
  • Hipotireoidismo
  • Deficiências nutricionais (ferro, zinco, biotina)

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da AAF é clínico, feito pelo dermatologista ou tricologista. O profissional avalia o padrão de distribuição da queda, realiza a tricoscopia (dermatoscopia do couro cabeludo) e pode solicitar exames laboratoriais para descartar causas tratáveis: hemograma, ferritina, TSH, T4 livre, testosterona livre, DHEA-S e glicemia.

Tratamentos disponíveis

Minoxidil tópico

Aprovado pela ANVISA e pelo FDA para mulheres, o minoxidil a 2% ou 5% é o principal tratamento farmacológico. Estimula os folículos em miniaturização e prolonga a fase anágena (crescimento). Efeito visível a partir de 3 a 6 meses de uso contínuo.

Suplementação nutricional

Corrigir deficiências nutricionais faz parte do tratamento. Zinco, biotina, ferro (quando a ferritina está baixa) e vitaminas do complexo B ajudam a frear a progressão da AAF e melhorar a qualidade dos fios existentes.

Tratamentos médicos avançados

Mesoterapia capilar, PRP (plasma rico em plaquetas) e laserterapia de baixa intensidade (LLLT) são opções complementares com evidência crescente na literatura — especialmente o PRP, com resultados publicados no Journal of Dermatological Treatment (Gentile et al., 2019).

Expectativas realistas

A AAF é uma condição crônica — o tratamento busca frear a progressão e melhorar o que ainda existe, não recuperar folículos já extintos. Quanto antes o tratamento começar, melhores os resultados. Ao notar afinamento progressivo dos fios, não espere para consultar um especialista.


O cuidado que começa por dentro: Lume Glow

Shampoos e tratamentos tópicos cuidam do fio — mas não alimentam o folículo. O crescimento capilar saudável depende de um aporte interno adequado: biotina, zinco, selênio, vitaminas A, C e E são os micronutrientes que o folículo precisa para produzir fios fortes.

O Lume Glow reúne exatamente esses nutrientes em uma fórmula desenvolvida para mulheres que querem trabalhar a causa, não só o sintoma. Aprovado pela ANVISA. Para quem já investe em cuidados tópicos mas ainda não vê o resultado esperado, o suporte nutricional costuma ser o que estava faltando.

Cabelo forte começa no folículo. E o folículo começa pelo que você oferece a ele por dentro.

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Dra. Fernanda Lima

Autora

Dra. Fernanda Lima

Tricologista e dermatologista com foco em doenças do couro cabeludo e alopecia feminina.

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